[Análise do Fórum] – Doom – o clássico FPS encontra o novo

Postada por Senta a Pua em 09/08/2017 – Link original do fórum e discussão.

Uma Franquia Importante

DOOM
Acredito que qualquer jogador, até mesmo os mais causais, reconheçam esse nome.
Confesso que nunca fui um grande jogador do velho Doom, até porque em 1993 (época que o jogo original foi lançado) eu tinha um Mega Drive e o PC na casa de meus pais era proibido de colocar jogos pelo medo de “estragar” (e isso sempre acontecia [-D] ). Ainda assim, eu e meus irmãos instalamos e jogamos Doom o tempo que deu pra jogar.

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 Capa do jogo original
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 Cena durante os créditos

É inegável o quanto Doom foi importante para firmar e influenciar o genero First-Person Shooter (FPS). Era um jogo difícil, com boa variedade de armas e monstros, muito violento e com jogabilidade ágil.
Se hoje temos Halos, Call of Dutys e BFs, devemos agradecer o sucesso de Doom.

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 A clássica motosserra

A História

Você controla o soldado Doom (algo como soldado da destruição/condenação) que foi acordado de uma espécie de “sono ancestral” após pesquisadores da Union Aerospace Corporation (UAC) iniciarem experimentos nas profundezas de Marte em busca de uma fonte de energia chamada Argent e criaram uma passagem entre o inferno e este planeta.

Praticamente todos os funcionários desta instalação ou foram mortos ou dominados pelos demônios que passaram habitar o local. Samuel Hyden, líder do projeto da UAC em Marte, um dos poucos sobreviventes, resolve libertar o Soldado Doom do seu “casulo” como a última esperança para derrotar os demônios.

Senti falta de cutcenes entre as missões para dar um charme maior. Na verdade, que eu me lembre, o jogo não tem qualquer cena mais trabalhada, sendo toda a história contada durante o gameplay.

A história do jogo não é nada surpreendente, mas é bem cadenciada e funciona relativamente bem na proposta brutal do mesmo. Sem contar que está totalmente localizado para o Brasil. As vozes estão boas e convincentes e as legendas sem erros que eu notasse.

Para expandir na história, o jogo conta com um banco de dados que é preenchido a medida em que explora os mundos e coleta informações sobre armas, monstros, artefatos, ambientes, personagens. Achei uma boa adição àqueles que querem se aprofundar no lore da franquia.

A Jogabilidade

É notável o quanto os produtores do jogo quiseram manter a essência da jogabilidade original, mas ao mesmo tempo buscaram coisas novas como um sistema de progressão e evolução de armas e armadura bem atual e interessante. Sem contar com o sistema de runas.

Do clássico, podemos destacar:

  • O personagem se move bem rápido (anda correndo), mesmo não havendo botão de corrida. Na verdade, todo o jogo é bem rápido (menos a tela de loading [:/] )/
  • Com exceção de algumas armas, não é possível mirar com zoom;
  • Barra de saúde tradicional sem regeneração, sendo necessário obter itens que restauram a saúde;
  • Barra de armadura como no original que também aumenta com peças coletadas ao longo do jogo;
  • Boa variedade de armas realmente diferentes e muito legais de usar. Destaque para a clássica motosserra.

Do novo, vale ressaltar:

  • Sistema de Runas que fornecem algumas facilidades na jogabilidade e dão uma variada sutil nas estratégias de batalha;
  • Implementação das Execuções Gloriosas, que são finalizações estilozas e brutais em demônios enfraquecidos que concedem mais saúde ao jogador;
  • Sistema de progressão de armas e armadura através de coletáveis e desafios, permitindo aprimorá-los. Além disso cada arma tem 2 especializações diferentes que podem modificar bem a jogabilidade;
  • Escalar beirada da parede;
  • Potencializadores espalhados pelo cenário que dão vantagens momentâneas ao jogador, como aumento de velocidade, dano quádruplo, invencibilidade e frenesi (o melhor).

O jogo permite escolher entre várias dificuldades, sendo que optei pela ultrassanguinário (terceira opção) e achei com um bom nível de desafio, morrendo com relativa facilidade se ficasse parado dando bobeira. Finalizei a campanha em cerca de 24h, tentando pegar a maioria os coletaveis e cumprir a maioria dos desafios. Acho que pra quem não se liga nisso, é possível terminar em umas 20h.

No geral, é bem divertido derrotar os demônios, que são bem diversificados e introduzidos paulatinamente ao longo da campanha. É gostoso de jogar e bem rápido, exigindo habilidade e movimentação constante. Porém mais para o final da campanha torna-se cansativo, principalmente porque eles vêm em hordas em pontos específicos do mapa e cada vez mais repetitivas e difíceis. Sendo assim, fica meio previsível quando os monstros aparecerão.
A luta com os bosses são divertidas.

O level design é bom, especialmente para quem procura por segredos no mapa, alguns inclusive bem difíceis.

Rock Pesado

A trilha sonora casa bem com a brutalidade do jogo, contudo não é muito variada. Basicamente é um rock pesado nas horas de maior ação.
Como já falado, a dublagem é bem feita.

Sangue e vísceras muito bem feitos

Graficamente o jogo é muito bonito e roda liso na maioria do tempo, contudo os cenários são pouco variados, alternando basicamente entre as instalações da UAC, o vermelho deserto marciano e as profundezas do inferno (igualmente avermelhado).
Houve queda importante na taxa de quadros em momentos de grande quantidade de inimigos na tela, mas apenas 2 vezes durante todo o jogo.

Multiplayer Consistente

Testei o multiplayer do jogo por cerca de 2 horas e gostei bastante. Divertido, rápido e com rápida curva de aprendizado, mas sofri com conexão ruim (o que não acontece em outros jogos, como Titanfall 2).
Percebi influências de jogos mais atuais, com opções de desbloquear novos atributos de acordo com seu progressão no multi.
A grande novidade fica por parte da possibilidade de se transformar em demônio durante a partida. É bem divertido.

No entanto, considero que com tantos FPS voltados pro multiplayer, não pretendo priorizar o de Doom.

Conquistas relativamente fáceis

O jogo possui conquistas em sua maioria fáceis, mas muitas exigem paciência para coletar itens às vezes bem escondidos, outras exigem habilidade (destas eu gosto mais), como passar da primeira fase na dificuldade máxima (ultrapesadelo) ou conseguir medalha ouro em alguma a missão no modo arcade.
A parte chata é que existem conquistas que exigem participar do Multiplayer. Destas fiz as mais fáceis, que são ganhar uma partida e chegar ao nível 5. As demais exigiam mais tempo de jogo.

Veredito

Doom conseguiu a façanha de unir de maneira agradável a jogabilidade e o estilo clássico com incrementos muito atuais. É um jogo sem grandes pretensões no enredo, mas sim um jogo pra sentar e meter bala à moda antiga. O jogo torna-se repetitivo próximo do final, com hordas seguidas de inimigos, mas a à jogabilidade gostosa, com a variedade de armas e inimigos minimizam essa questão.

Nota: 8,5

 


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