[Editorial] A importância do multiplayer e as críticas ao PUGB

Decidi iniciar este tópico, com um caráter um tanto editorial, mas com o objetivo central de iniciar um debate sobre a importância do multiplayer contemporâneo em face às críticas recentes que tenho visto de alguns gamers (em especial sonystas) de outros canais ao PUGB, mais recente jogo em ascensão que já um sucesso mundial e anunciado recentemente como destaque exclusivo para o console da Microsoft.

A primeira experiência

Lembro que uma das minhas primeiras experiências com jogos fora dos consoles foi entre 2000~2004 no PC com Tactical Ops, que pra quem não conhece era uma espécie de Counter Strike da Atari e Microprose, que utilizava inclusive a mesma engine (Unreal). Counter Strike era o que chamam hoje de “modinha” da época mas um amigo me chamou pra jogar o TO ao invés do CS e foi amor à primeira vista. Como FPS “genérico”, o que encanta realmente o jogador num jogo cujo objetivo é apenas eliminar terroristas de uma equipe adversária? Na minha opinião é o engajamento. Fiz amizades que tenho até hoje no mundo real, formavam-se clans, tínhamos sites, regras para novos membros, enfim, como todo bom jogo multiplayer online, havia um engajamento massivo da comunidade. Eu inclusive tive minha fase de modder e criador de mapas para o jogo e era bastante divertido.

Por que as críticas ao PUBG e outros jogos multiplayer contemporâneos?

A pergunta de um milhão de dólares. Eu acredito que exercitar esse nosso hobby, que é jogar videogames, seja uma experiência muito pessoal. Há pessoas que sentem-se satisfeitos apenas com jogos de estratégia ou jogos de aventura com um enredo mais profundo, ou ainda aqueles que preferem algo mais casual como um Candy Crush num dispositivo mobile ou ainda um Minecraft, cujas vendas e engajamento contrariam todas as críticas de jogadores que se dizem hardcore ou especialistas no assunto enquanto torcem o nariz para jogos que não combinam com o seu gosto. Quando eu vejo alguém insinuar que um gamer é, segundo suas próprias teorias, “menos gamer” porque prefere jogar no celular e não num PC ou em um console de última geração, eu penso que esta pessoa não é gamer de verdade ou não entende a profundidade do que ser gamer significa. Achar que só é sensato gostar daquilo que eu gosto ou do que minha turma gosta é ser mesquinho ao extremo, mas vai além… Há também a rivalidade entre plataformas.

Console war, muito além dos muros do bom senso

Se alguém voltasse no tempo, lá atrás quando eu ainda tinha meus 16 anos e jogava ainda no Mega Drive, e me dissesse que duas décadas depois os mesmos jogadores ainda estariam brigando porque sentem raivinha do que o console concorrente ao que eu tenho preferência lança ou deixa de lançar, eu realmente não acreditaria. E é nessa pegada que eu vejo hoje, jogadores quase quarentões, que não tem o Xbox como plataforma principal criticando PUBG, anunciado como exclusivo do Xbox nos consoles, por ser uma espécie de FPS genérico ou porque tem microtransações, etc. Ignoram a importância do crescimento de uma comunidade consolidada em volta de um jogo, como aconteceu no passado com Counter Strike, ou com o boom dos MMORPGs e depois com o boom dos MOBAS ou ainda como aconteceu com Minecraft ou com Candy Crush, tentando de todas as formas depreciar características do jogo, criando uma visão generalista de como o jogo pode não ser tão bom, apenas pelo fato de eu não gostar do jogo, ou pior, pelo simples fato dele ter sido anunciado como exclusivo da plataforma concorrente. Nada de errado com a rivalidade, exceto quando ela extrapola o bom senso e ela passa a guiar nossas opiniões.

Eu particularmente nunca fui um jogador de multiplayer, com exceção desse período em que joguei Tactical Ops com amigos e alguns MMORPGs que passaram pela minha vida. Passei muitos anos longe de multiplayers, não joguei CoD, pulei vários Battlefields, nunca joguei League of Legends, que inclusive abriu as portas para o e-Sports no mundo e em nenhum momento os critiquei, porque quando eu olho para um jogo e vejo a força de uma comunidade em volta dele eu penso “ei, tem algo de muito bom ali e isso é legal”. Ainda que eu não pretenda jogá-lo por não fazer parte daquilo que eu anseio como entretenimento.

Mais recentemente alguns amigos me chamaram pra jogar Paladins, um jogo gratuito que sim, tem microtransações e digo com segurança que foi uma das experiências mais divertidas que tive em anos. Às vezes vai além da qualidade do jogo, se trata da qualidade da interação que você tem com outras pessoas e isso nunca entra na equação de um hater.

Agora o espaço é de vocês para opinar sobre o assunto, comente aqui, ou participe da discussão no nosso fórum!

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